Jornada para Moçambique
Bom, primeiramente gostaria de começar me desculpando por não ter postado nenhuma noticia no blog logo que cheguei em Maputo, mas ainda estou em processo de chegada de viagem, falando nela, vou começar contando então como foi.
Na terça-feira dia 15, embarquei em Porto Alegre sem maiores problemas com destino ao aeroporto de guarulhos, chegando por lá em torno de meio dia. Ao chegar em GRU, vi que a bendita dor de garganta que começou no dia seguinte, estava mais forte e apresentando os primeiros sinais de febre, mas nem dei bola e segui o baile. Tentei almoçar alguma coisa rápida e fui imediatamente para o checkin da South African Airways, perto das 14h, quando o balcão da SAA estava para abrir, um dos funcionários da companhia, passou pela imensa fila que aguardava avisando cada um dos passageiros que o avião estava com problemas em uma das turbinas e precisou realizar uma manutenção de emergência, e só iria atrasar cerca de 7horas.
Realizei o checkin normalmente e recebi um voucher de um restaurante bem chique que ficava perto destes balcões. Após algumas horas perambulando pelo aeroporto de guarulhos, tendo praticamente tomado uma overdose de pastilhas para dor de garganta e diversas borrifadas de cepacaina, resolvi tentar aproveitar o bendito voucher na esperança de matar algum tempo.
Ao entrar no tal restaurante, vi que realmente tratava-se de algo bem elegante, com um buffet aparentemente delicioso, lembrando da dor de garganta, me servi um pouco de cada item, mais para poder provar tudo mesmo. Obviamente a dor tava tão forte neste momento, que não consegui comer praticamente nem metade dos itens que estavam no meu prato.
Saindo do restaurante com aquele pensamento de “que desperdício” me perseguindo junto com a bendita dor, fui direto para o embarque internacional, onde após um bom tempo na fila e alguns minutos me divertindo no detector de metais, consegui passar para a ala internacional, passando batido por todos os camelos de produtos importados só pensando na bendita dor de garganta que agora tava pior que nunca, a claro, e a febre acompanhando bem de perto. Aluguei a primeira cadeira perto do portão de embarque e fiquei até perto das 00:00 tentando dormir um pouco, mas sempre que a cabeça dava aquela balançada ou que algum dos passageiros ia xingar os funcionários da SAA eu acordava novamente.
Perto da meia-noite conseguimos finalmente embarcar e eu agora em um estado deplorável de doença, capotei logo em seguida que o avião decolou. Ao me acordar com as aeromoças iniciando o café da manhã, e após constatar que a minha coberta estava coberta de baba ressecada, aproveitei para abrir a janelinha e dar uma boa olhada pra fora do avião, e para a minha surpresa, vi que estávamos sobrevoando uma grande parte desértica da África do Sul, nesse momento que a ficha começou a cair, mas estava impressionado demais com a paisagem que estava vendo, sei que não é a mesma coisa, mas aproveitei para tirar as minhas primeiras fotos da viagem, reparem no logo da SAA estampado na ponta da asa da terceira foto.
Bom, após bater estas fotos, novamente lutei para conseguir comer algo, durante o café da manhã, mas a dor continuava forte. Alguns minutos depois aterrisamos no aeroporto de Johanesburg onde meu tormento estava apenas começando. Como eu já tinha perdido a escala original, a SAA me deu duas opções:
1- Esperar até as 19:10 e voar por outra companhia (Mozambique Airways)
2- Esperar só até o dia seguinte, e continuar o voo através da SAA.
Obviamente, resolvi ficar plantado por lá das 14h até as 19:10.
Durante o novo processo de checkin, confirmei novamente a situação da minha bagagem que estava sendo encaminhada para Maputo junto comigo, e o pessoal da SAA me confirmou que estava tudo ok e sendo embarcada no mesmo voo que eu pegar. Como havia optado por voar por outra companhia, me encaminharam para o balcão da respectiva, onde passei por outro inferno astral, o balcão da LAM (Linhas Aéreas de Moçambique)
O processo para realizar o bendito checkin foi uma tragédia, primeiro que o tal do sistema passava caindo, e após mais ou menos uma hora sai com a passagem em mãos.
Após sentar por alguns minutos pensando e confirmando todos os dados da passagem, havia descobrido que a Sra Antipatia havia me rebatizado para Mr SILVA/SERGIO, com toda a minha tranquilidade do mundo, fui novamente ao conturbado balcão onde agora os passageiros estavam em processo de embolotamento, e comecei a escalar meus colegas de um breve voo. Graciosamente interrompi a Sra Antipatia novamente, e mostrei o erro que ela cometera anteriormente. Obviamente ela solicitou meu passaporte novamente e após reler o meu nome e olhar para a passagem por 34 vezes, tive a nítida impressão que ela estava prestes a pular no meu pescoço e me esganar ou passar um errorex no meu passaporte, trocando definitivamente a minha identidade para Sergio!
Após mais uns 40 a 90 minutos esperando, ela conseguiu emitir uma nova passagem com o meu nome “quase correto”, neste momento, descobri que eu havia sido rebatizado para Mr SILVA/EDWARDO. Claro que informei que ela havia escrito meu nome errado novamente, entre muitos gritos e descontroles que ouvi desta pessoa, recebi uma boa aula de inglês, onde a lição do dia era a igualdade entre o U e o W, e que pelo fato dos dois serem iguais, era um questão de opção e bom gosto optar pelo W ao invés do U. Sai bem convencido dali que eu realmente tinha perdido algumas aulas importantes na minha vida, mas ainda bem que tive alguém para me esclarecer isso. Fui novamente para o embarque, e após brincar mais um pouco com o detector de metais, fui para a bendita ala internacional do aeroporto.
Essa sim, era uma que valia a pena tirar muitas fotos, se tem uma coisa que johanesburg merece parabéns e por esta ala, até aproveitei para abrir a mão e tomei um cafezinho empolgado pelo espírito consumista que estava me dominando.
Bom, mais algumas horas de agonia e dor e consegui embarcar no avião com destino a Maputo, que após 45 minutos me entregou no meu destino final.
Contaminado de euforia, fiz a minha passagem pela Alfandega com tranquilidade e fui direto pegar a minha mala, que para a minha surpresa, não estava lá.
Fui para o Achados e Perdidos do Aeroporto registrar a queixa da mala perdida e me informaram que poderia retirar ela no dia seguinte.
Na quinta e na sexta-feira retornei ao aeroporto 2x por dia tentando reaver minha bagagem, mas em todas as vezes ouvi sempre as mesmas respostas vazias, coisas do tipo johanesburg é especialista em perder bagagens de seus viajantes, mas não se assuste que mais cedo ou mais tarde eles encontram, nem que demore um ano ou dois.
Partindo do pressuposto que estava totalmente sem itens, resolvi tomar um banho de loja em Maputo, e comprei algumas coisas básicas como camisas, cuecas, meias mas que me permitiriam continuar buscando a mala sem estar fedendo.
Bom, assim olha, obviamente tenho muitas coisas interessantes para contar, mas já tá bem tarde por aqui, então vou deixar para postar contando sobre Maputo amanhã.
Enquanto isso seguem algumas fotos que eu bati no aeroporto e da orla de Maputo.
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